Offline
Fiz uma IVG. Tenho 23 anos, sou estudante de Design, não sou de classes sociais baixas, nem sou pouco informada, nem tão pouco os meus pais são analfabetos. Engravidei por pura irresponsabilidade, como por pura irresponsabilidade tenho lidado com a minha vida e o meu curso. O pensamento só acontece aos outros, e o “bolas esqueci-me de tomar a pílula durante três dias…bem coito interrompido e não há-de ser nada” foi o que me bastou para agora ter que carregar com esse peso o resto da vida. Tenho namorado há quase dois anos, e desde dos 18 que tomo a pílula. Tomei somente a pílula do dia seguinte duas vezes na minha vida. A consciência que a descarga hormonal da pílula do dia seguinte é enorme esta bem estruturada na minha cabeça.
Não me orgulho de o ter feito mas também não me envergonho. Foi uma decisão de consciência e dolorosa, como desconfio que seja para quase todas as mulheres que o façam. É duro por termo a vida de algo que cresce dentro de nós, que começa a crescer um amor estranho vindo não se sabe de onde e nem se sabe pelo que, já que nada é visível ainda e nos põe a sorrir sem queremos como as pessoas que estão apaixonadas. Na eco grafia que tem que se ter não tive a melhor assistência para uma IVG, a médica fez questão de virar o monitor para mim e dizer: “esta a ver o embriãozinho?”, creio que não devam fazer isto. Uma mulher que faz uma IVG, não é um monstro e não precisa que os profissionais de saúde se armem em Deus para as querer castigar. O castigo já vai ser suficientemente grande para o resto da vida. Mas eu vi, vi o que poderia ser o meu primeiro filho. E doeu! Como disse muitas vezes e volto a dizer, é bem feito passar por aquilo que passei e passo, as coisas são como são, fui irresponsável e agora arco com as consequências, já mais me vitimizei neste processo todo, nem seria capaz de o fazer. Quando fui a primeira consulta para a IVG, olhei a minha volta e vi meninas e mulheres, meninas sozinhas sem parceiro ou amigas para as acompanhar e vi mulheres já feitas e crescidas sem companhia também. Havia só mais um casal como eu na sala, mas vi a menina era tão novinha…e com um ar bastante assustado. Quem olhou para mim de fora e me julgou achou que me estava perfeitamente nas tintas para o que estava a fazer, ria-me e brincava com o meu companheiro. É a minha maneira de ser, para não chorar, riu.
A segunda consulta não foi a mais dolorosa, o mais doloroso foi ver o embrião na primeira eco grafia. Vi o mesmo casal que tinha visto na primeira consulta, e vi as mesmas mulheres e meninas sozinhas, sem ninguém para as apoiar. E isso talvez fosse o que me custasse mais nessa consulta, onde estavam os pais das crianças? Porque deixavam meninas sozinhas sem apoio? Sabia que o sofrimento físico seria intenso e vi estas meninas sozinhas. E quando começam-se as dores quem cuidaria delas? Não é justo, nem tão pouco respeitoso deixar uma mulher que passa por este sofrimento sozinha. Infelizmente a minha IVG não correu bem, e passado quatro dias tive que ir de urgência para o hospital porque as dores eram de tal maneiras insuportáveis que achava que ia morrer, nem percebi o que se passava supostamente já poderei retomar a minha vida normal nesse dia. Quando fui para a sala de triagem fui bastante mal recebida pela enfermeira, bastou ouvir “fiz uma IVG” para a descriminação estar estampada no rosto dela, senti que estar-lhe a gritar “por favor ajudo-me estou cheia de dores”, o meu chorar era a mesma coisa que lhe dizer: “olhe querida estou com uma ligeira dor de cabeça mas estou óptima”. Ela respondia-me muito secamente que era normal do tratamento que estava a fazer, sabia que não era normal porque a medica que me fez aplicação disse que se as dores não passassem com os medicamentos teria que ir para o hospital. E eu entre gemidos de dores respondia-lhe que não era normal. Lembro-me da lentidão a fazer tudo, da falta de atenção que teve por mim, da moleza com que fez tudo. Supostamente era para ser posta a soro, então a Sra. Enfermeira foi fazer a cama á maca para poder-me deitar, via de longe novamente mole e sem interesse no meu estado e para o cumulo a falar ao telemóvel como se não tivesse uma pessoa ali com dores, mas sim um drogado qualquer com uma enorme “moca”. Uma das minhas melhores amigas é enfermeira, e sei que poderia ter levado logo uma injecção para atenuar as dores, que as coisas podiam ter sido tratadas com muito mais eficácia. O que se passou ali, foi uma pessoa que se julgou Deus ou quem quer que fosse, se achou-se no direito de castigar uma mulher por ter feito um aborto. Será que estas pessoas não percebem que nós teremos o maior castigo de todos? Fomos nós próprias e as nossas escolhas que nos castigaram. Felizmente a medica chegou rápido e a raspagem foi feita rapidamente, mesmo sem anestesia, mas foi tudo tão rápido que nem me importo de não ter levado anestesia, porque mesmo com essa parte adormecida continuaria a ter dores e o processo em vez de ter demorado menos de 5mintutos demoraria mais de dez. Fiquei logo bem. A outra enfermeira ou auxiliar que estava presente também me fez sentir o quão desumana era com o seu tratamento delicado. Ainda meio desorientada e confusa perguntei pelo penso que tinha ideia que no inicio ela tinha me dado ou posto em algum lado e claro que ouvi respostas brutas e frias do género: “vá levante-se dai, a médica já lhe disse para levantar. Já lhe dei o penso, não sabe dele?”. O que mais me espantou foi o facto de a primeira enfermeira ser negra e esta ser de um país de leste. Conhecendo a mentalidade deste nosso país, provavelmente também elas em alguma altura da vida foram descriminadas, como era possível fazer o mesmo a uma mulher numa altura tão difícil? Não é humano. Se não concordam com a IVG, tudo bem nada contra, mas no local de trabalho e tendo a profissão que tem não podem ter este tipo de comportamentos. E surgem-me na cabeça mais uma interrogação, será que estes profissionais de saúde têm algum tipo de formação para lidar com estes casos? Até compreendo que lhes seja difícil pessoalmente entender o porque de uma mulher aparentemente saudável, de 23 anos ter feito um aborto, mas isso é a nível pessoal não podem trazes convicções pessoais e castigar mulheres só porque não concordam com as escolhas delas. Um dos maiores dramas das consultas de IVG, são as reincidentes mulheres e meninas que já fizeram um, dois, três ou mais abortos, que deixaram de usar métodos contraceptivos. Essas são altamente julgadas e criticadas, na minha opinião uma mulher que se sujeita o corpo e alma tantas vezes a este choque, são mulheres que não estão bem. Deveriam ter este filho? Provavelmente seriam crianças rejeitadas, que não receberiam atenção nem amor, mulheres que tem filhos como que tem animais. Se fossem meninas muito provavelmente seguiriam as pisadas da mãe, se fossem meninos muito provavelmente seriam homens que fugiriam as responsabilidades quando aparecesse uma namorada grávida. Não se preocupem a critica-las, o maior dor e para elas, talvez porque chegará uma altura em que queiram ter realmente filhos e já não possam, talvez porque a vida nos esta sempre a dar lições e um dia elas vão sofrer mais que qualquer pessoa. Preocupem-se a prevenir e investir o tempo a informar jovens sobre a sexualidade.
Nestes últimos dias tenho procurado pela internet historias e fóruns sobre esta situação, encontrei as mais variadíssimas opiniões. O que me chocou mais foi ver desabafos de mulheres que passaram por isto e ver comentários de pessoas a chamarem-lhes vadias e todos os géneros de ofensas. Acredito que para uma mulher que perdeu o filho pela mãe natureza seja difícil aceitar outra mulher que o tenha feito por livre vontade. Mas quem lhe garante que as condições da primeira eram iguais às da segunda? Quem são as pessoas para julgarem quem quer que seja? A minha mãe votou sim no referendo, mas disse sempre que nunca o faria mas cada mulher pode escolher. O feto que matei ainda não tinha cérebro, embora já tivesse batimento cardíaco. Dizem que ninguém tem o direito de tirar a vida a outro ser, mas será que temos o direito pelo erro nosso trazer ao mundo uma criança em que o futuro não se sabe? O mundo está cheio de meninos abandonados, está cheio de mães e pais frustrados que descarregam em cima dos filhos essas mesmas frustrações, não estarão também a mata-los aos poucos? Não quero olhar para um filho e sentir que ele era a consequência da minha irresponsabilidade e por isso não realizei os meus sonhos. Seria mais uma no leque de mães histéricas e egoístas que descarregam nos filhos as próprias frustrações? Pelo o que me conheço, seria. Os filhos que um dia terei serão educados num lar com amor, respeito e de pessoas bem com elas próprias, para que um dia sejam homens e mulheres equilibrados e íntegros. Não sou má pessoa por ter feito um aborto. Apenas sou uma mulher que escolheu ter primeiro uma vida e depois dar a vida a outro ser.
Às mulheres e meninas que passaram por isto muita força e não fiquem a culpabilizar-se para sempre, sigam em frente. Ás meninas e as mulheres que nunca passaram por isto e tem tendência a esquecer-se dos meios contraceptivos como a pílula, informem-se nos centros de saúde, centros de saúdes como o do Lumiar tem uma óptima assistência da consulta de planeamento familiar. Uma equipa de medicas e enfermeiras que nos fazem sentir que não somos apenas um número mas uma pessoa. Informem-se sobre o implante subcutâneo tem a duração de 3 anos e é super eficaz é distribuído e aplicado gratuitamente no planeamento familiar. Aos homens nunca deixem uma mulher sozinha nesta situação, lembrem-se que é vossa companheira mas provavelmente tem mãe, irmãs e filhas e não gostariam que elas passassem por isto sozinhas.
Os melhores comprimentos
[img][/img]
Offline
Olá MMB 
Eu sou mãe de uma linda menina de 6 anos.
Sempre o quis ser... mas na altura que eu e o meu marido considerámos a altura ideal.
Estou casada há 6 anos mas comecei a namorar o meu marido aos 17 anos.
Comecei a toma da pílula aos 18 anos ( depois de ter a minha filha, devido a problemas coronários fui obrigada a deixar de a tomar e a optar apenas pelo preservativo)
Podia não ter acontecido na altura ideal porque os azares acontecem e sem aviso...
Sempre tomámos precauções e já aqui contei que por duas vezes, o preservativo se rompeu e recorri à pílula do dia seguinte.
Engravidei aos 26 e fui mãe aos 27 anos. É sem dúvida alguma, uma das melhores experiências da minha vida.
Foi muito desejada e posso mesmo dizer que foi planeada, porque foi...
Agora, o seu testemunho.
Se estivesse no seu lugar, provavelmente teria feito o mesmo.
Não poderia estar mais de acordo com o que escreveu.
Em 1º lugar, não sou deus para julgar ninguém.
Em 2º lugar, é preferível fazer uma IVG do que colocar uma criança no mundo sem ter condições para a criar, sem a querer... do que serem abandonadas, vendidas ou colocadas em lares para adopção ou serem maltratadas.
Em 3º lugar, o modo como a trataram é no mínimo... nem sei que lhe diga!
Uma profissional da saúde, deveria abster-se de recriminar seja quem for e fazer o seu trabalho o melhor que sabe e pode.( como aliás, em qualquer profissão)
Em 4º lugar, louvo-lhe a coragem.
Recordo-me de ver o "ponto negro" na ecografia que mais tarde viria a ser uma menina 
Recordo-me de ouvir o bater do coração daquele pequeno ser e de ficar comovida assim como o meu marido, que me acompanhou sempre a todas as consultas e foi ( e continua) a ser parte integral na vida da nossa filha.
Estamos presentes os dois em todos os momentos da vida dela desde a ida ao médico como as idas ao colégio e etc.
Seria assim se tivesse vindo mais cedo? Julgo que não...
Daí a minha frase " veio na altura ideal". Tínhamos a vida organizada, cada um com o seu emprego, com a relação estável e com o desejo comum de termos filhos.
Considero que teve a atitude correcta e quem dera que todas pensassem como a MMB pensou.
Não tem que se recriminar ou de se martirizar pela atitude que tomou.
Aconteceu. Terá a sua oportunidade de ser mãe novamente quando o entender e quando se sentir preparada para tal.
Espero que o seu testemunho elucide muitas pessoas e que tirem daqui muita aprendizagem.
E espero que deixe de se recriminar porque eu não considero que seja crime algum.
Tenho uma filha que amo muito e não sei o que me espera... mas garanto-lhe que estou cá para a apoiar em todas as decisões da vida dela.
Posso não estar de acordo mas se a fizerem feliz, então estarei feliz também.
E digo-lhe mais... Infelizmente, não posso voltar a engravidar sem conhecimento da minha reumatologista mas se acontecesse, teria que abortar por causa da medicação que tomo.
Adoro crianças mas sabendo que nasceria com graves problemas, não pensaria duas vezes... Daí o ter corrido a comprar a pílula do dia seguinte quando o preservativo se rompeu.
Não sou egoísta a esse ponto...
Espero sinceramente que este testemunho mude a maneira de pensar de muita gente e principalmente de quem a assistiu.
Vai dar uma boa mãe, quando o decidir ser.
Offline
Ola Isabel
Primeiro de tudo parabéns pela menina.
Tenho priminhas com dentro dessa idade e elas são bem divertidas.
Obrigado pelo comentário. E por todos os elogios.
Decidi publicar este texto para puder ajudar mulheres e também homens a lidar com este tipo de situação. Especialmente meninas. Fez muito impressão ver meninas sozinhas na sala de espera.
Não creio que me recrimine, ou se o faço não dou conta. Mas fico com uma emoção estranha agora cada vez que vejo bebés e crianças pequeninas. Talvez acabe por passar.... O que me assusta mais é o que se passa dentro do meu organismo, tenho lido textos que explicam o aborto medicamentoso (que foi o método escolhido para mim) e assusta-me ver que não é bem como o fizeram comigo. Mas não sou da área da saúde e muitas vez as informações que tiramos da internet tem erros, por isso não posso fazer uma analise correcta da situação.
Formei a opinião que somos muito mal informadas a respeito do pós aborto. A informação das consequência imediatas e a longo prazo não nós são facultadas o que é um erro crasso. Passo a citar alguns trechos de um artigo que encontrei com base em declarações de Margarida Castelo-Branco da Faculdade de Farmácias da Universidade de Coimbra, que na minha humilde opinião esta senhora deve perceber alguma coisa do assunto.
"No I Encontro de Estudos Médicos sobre a Vida Humana, a decorrer em Lisboa, a médica vai manifestar a sua preocupação por o folheto informativo sobre o uso da pílula abortiva não indicar os riscos de hemorragias graves ou de morte.
«Está descrito um caso de uma morte, na Suécia em 2003, em que a mulher foi para casa e não soube avaliar bem a gravidade da hemorragia e acabou por morrer por sangrar excessivamente», descreveu à agência Lusa.
A especialista enunciou ainda «cinco casos confirmados e sete muito prováveis» de morte devido a septicemia, ou seja, infecção generalizada resultante da medicação entre 2003 e 2006.
«Quando estas mulheres têm septicemia não têm os sinais típicos da infecção, pode aparecer sem febre ou em poucas horas e as pessoas não se apercebem», explicou.
[...]
A médica quis desmistificar a «ideia geral» de que usar a pílula abortiva é apenas tomar os comprimidos e abortar na intimidade do lar.
«Há riscos resultantes dos próprios medicamentos que se tomam. O aborto medicamentoso não aparece como a grande salvação em relação ao aborto cirúrgico», referiu.
Este processo é «demorado, dura alguns dias».
Segundo a especialista, a mulher «pode sangrar durante entre nove e 45 dias, em casos mais raros, o que marca desde logo a diferença para o aborto cirúrgico».
A necessidade de informar a mulher de que vai ter dores muito fortes e não meramente dores menstruais e de que em 75 por cento dos casos se recorre a analgésicos narcóticos como a codeína foi também sublinhada por Margarida Castel-Branco.
«O que mais nos preocupa é que neste processo a mulher é deixada muito sozinha. É enviada para casa e é-lhe dito que se tiver dores fortes ou perdas abundantes de sangue se dirija a um estabelecimento de saúde».
«Mas o que são dores, mal-estar acentuado ou perdas abundantes de sangue depende da percepção de cada mulher», salientou à Lusa.
A médica sublinhou também que a indicação de que se tratará apenas de perdas idênticas às menstruais não está completamente correcta porque "saem também coágulos e o embrião (que às nove semanas não tem mais de dois centímetros)".
"A mulher quando está sozinha em casa nesse momento não conta com qualquer apoio físico ou psicológico", recordou.
O aborto medicamentoso consiste em dois momentos, a mulher toma a pílula abortiva RU486 (que actua como antagonista da progesterona) e depois é enviada para casa, numa altura em que ainda não deve expulsar o embrião. Depois de 36 a 48 horas, a mulher terá que voltar ao estabelecimento de saúde para tomar um segundo medicamento com misoprostol, uma prostaglandina sintética que actua por estimulação das contracções uterinas. Neste segundo momento é recomendada a prescrição de um analgésico, porque é a altura em que deverão aparecer as dores mais fortes. A mulher poderá ficar quatro a seis horas no estabelecimento para haver hemorragia e expulsão do embrião, mas também pode ser enviada para casa, dependendo da decisão do estabelecimento ou do perfil da mulher"
Talvez esta ultima parte seja uma das mais importantes. Estava de 7semanas e 1dia, tomei um comprido via oral e foram-me aplicados quatro compridos via vaginal e fui logo mandada para casa. Não percebo esta discrepância de comportamentos. Talvez se soubesse aquilo que sei neste momento tivesse pedido uma IVG cirúgica, talvez não tivesse que passar pelo que passei e não tivesse com medo que algo no meu corpo possa estar errado neste momento.
Li também algures no site que a IVG aumenta a probabilidade de cancro em 30%, que aumenta o numero de cesarianas tal como a possibilidade de bebés prematuros. Mas novamente digo que não sei se isto são informações seguras. Quinta-feira irei a uma consulta e vou tentar ter informações sobre a veracidade destas afirmações.
Espero, com toda a sinceridade, que esta conversa seja lida por muitas mulheres e homens a passarem por isto ou que já tenham passado, para puder ajudar. É importante estarem informados sobre todos os riscos e não esperarem que seja o medico a dizer tudo, porque eles também são humanos e não são uma nem duas IVG que são feitas por dia em casa hospital, são bem mais.
Com os melhores comprimentos
MMB
Offline
Eu estou admirada com a coragem que tiveste MMB. Não é qualquer mulher que fala no que aconteceu da maneira que falaste! Isso só revela bom carácter e sentido de entre ajuda ao próximo.
Confesso que não estava informada de muito pormenor sobre o IVG, mas agora que tocaste no assunto fui pesquisar e através dos vossos posts também aprendi alguma coisa.
É horrivel sequer pensar que existem (AINDA) pessoas que discriminam por esses "actos de coragem"! É tão bom criticar terceiros quando não estão envolvidos na situação não é? Mas o que é certo, é que ninguém pode dizer "eu nunca" porque não sabe o que o futuro lhe reserva!
MMB vais ver que tudo correrá pelo melhor e, acredito, que um dia mais tarde serás uma mãe exemplar 
Beijinho
Offline
ola MMB
ao ler a tua historia fiquei muito preocupada porque vou fazer uma ivg medicamentosa, e infelizmente tambem fui muito mal tratada, desde me perguntar se ivg era o meu metodo contraceptivo, quando nao sabe o porque de eu nao tomar a pilula, no meu caso é do foro cardiaco. mas como no teu caso já me disseram k eu nao podia fazer a segunda toma no hospital, que teria que ser feita em casa obrigatoriamente e que nao podia ficar no hospital. a opção cirurgica nem me foi colocada. eu estou em panico, porque embora seja bem mais velha do que tu, vivo com o meu pai e nao kero k ele descubra. e nao tive qualquer apoio do hospital, mesmo sabendo k tenho taquicardia nao viram razao de o fazer no hospital. nao imaginas o medo k tenho. o sentimento de impotencia. as vezes penso k se me sentir mesmo mal nem me vou queixar e me vou deixar fikar na cama... quieta... desculpa estar a desabafar assim. mas a verdade é k o serviço no lugar de nos apoiar parece k nos está a castigar..
Tópicos em discussão neste fórum: