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Mentirosos compulsivos.
Há quem diga mentiras caridosas.
Há quem minta por vício.
Há quem diga meias verdades.
E também há quem diga sempre a verdade.
Existem, além destas, um outro tipo de mentiras: as provenientes do chamado mentiroso compulsivo, que mente sistematicamente e aparentemente sem razão.
Aqui estamos já a lidar com alguém para quem a mentira assume contornos de dependência, tal como o álcool ou a droga.
A mentira torna-se um vício, já que é dita de forma compulsiva, ou seja, o mentiroso tem consciência que está a mentir mas não consegue controlar esse impulso.
A insegurança transmitida pela falta de auto-estima.
Ao mentir sistematicamente, o mentiroso compulsivo provoca grande sofrimento naqueles que lhe estão próximos, tornando infernal o ambiente daqueles que lidam com ele diariamente.
A situação é, no entanto, passível de tratamento ao nível da psiquiatria e psicologia clínica.
O primeiro passo, tal como em outro tipo de vícios, é a pessoa assumir que mente deliberadamente e que precisa de ajuda para se libertar de algo que lhe tem vindo a estragar e prejudicar a vida.
O tratamento, segundo os especialistas, será a busca do conhecimento de si próprio, permitindo que a pessoa se liberte desta bengala que é a mentira.
Segundo estes, estas pessoas sofrem de uma grande perturbação ao nível do controlo dos impulsos(...)
Deiam a vossa opiniao sobre este tema...
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Julgo que também não será fácil para a pessoa que mente...
Como doença, a pessoa vive diariamente uma mentira( suponho eu) em que nem a própria deve saber o que é real ou não.
Deve viver em sofrimento quando se apercebe que afinal a vida dela não é nada daquilo que descreve ou que pensa viver.
Julgo que a ajuda psicológica deve ser a de maior impacto porque permite que o mentiroso compulsivo, possa pela 1ª vez começar a distinguir a verdade da mentira...
E concordo que seja a falta de auto-estima e amor próprio que permitam este tipo de comportamento.
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Penso que qualquer tipo de dependência está relacionada com insegurança, falta de auto-confiança, auto-estima, amor próprio. (Refiro-m"e a drogas pesadas... não a tabaco, por exemplo... não digo que não possam ter alguma semelhança, mas têm dimensões muito diferentes)
Como sabemos, a droga vicia. O tabaco vicia. Quantas pessoas conhecemos que já disseram que iam tentar deixar de fumar e ainda hoje fumam? No caso das drogas (pesadas), é uma dependência superior e que, como sabemos, "toma controlo" da vida de uma pessoa.
Lembro-me de ver uma reportagem nas notícias que mostrava o processo de recuperação de alguém que passou alguns anos na droga. E notava-se bem o sofrimento físico por que passava durante a recuperação. 
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A mentira pode ter contornos de dependência tal como o álcool e a droga, quando é dita de forma compulsiva, ou seja quando a pessoa tem consciência de que está a mentir mas não consegue controlar esse impulso. Nestes casos, provoca sofrimento no próprio mentiroso compulsivo e nas pessoas mais próximas dele, embora seja uma doença passível de ser tratada, tanto ao nível da psiquiatria como ao nível da psicologia clínica.
O primeiro passo para o tratamento é a pessoa assumir que tem um problema, que mente compulsivamente e que precisa de ajuda. Sem isso, qualquer forma de terapia é impossível.
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Acho que escolhi o curso errado...
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Oi, sou brasileiro e cheguei até este site ao buscar informações sobre esse mal. Busco estas informações, não para estudar, mas porque sou um viciado em mentiras. Destruí minha vida com mentiras que eu criava e acabei cavando um poço profundo, onde perde minha dignidade. Hoje tenho policiado meus atos e venho vencendo este desafio. Fica aqui minha informação. A mentira é a pior prisão, porque mesmo solto você esta preso dentro de si e não vai a lugar nenhum sem ela.
Um mentiroso compulsivo é visto antes de tudo como um canalha, e por isso é muito difícil tratar. A melhor forma de vencer é admitir e lutar com toda força e coragem, imaginando que ao vencer a vitória terá o gosto da sua luta.
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Hoje posso dizer a vcs leitores eu sou um mentiroso compulsivo, por duas quase perdi o grande amor da minha vida. Na primeira vez inventei uma pessoa que eu não era para ela poder gostar desse jeito, mas não era eu, era um fantasma, e na verdade o que ela estava querendo era somente uma pessoa sincera, honesta que compartilhasse todos os dias com ela, quando ela descobriu tudo o meu mundo caio. Comecei a fazer tratamento porem não deu certo, fui em uma psicologa mas não funcinou bem. Hoje aconteceu a segunda vez, inventei uma historia pequena que se eu tivesse falado a verdade poderia ter doido, mas eu estava sendo sincero. Tive somente mais uma chance, chance essa que vou aguarrar com unhas e dentes e não vou decepcionar nunca mais essa pessoa.Pois eu a amo demais
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Casei, sem saber, com um mentiroso compulsivo. Vivi oito anos com ele, anos sofridos para mim e meus filhos. Ele mentia sobre tudo: sobre o que comia, sobre os negócios, sobre o que fazia fora do trabalho. Ele fazia promessas impossíveis. Acredito que a maioria das mentiras que ele contava era para impressionar. Ele também não queria deixar ninguém na mão, por isso prometia mil coisas (impossíveis de se cumprir) para seus clientes.
Hoje estamos separados e vejo que ele continua enfiando os pés pelas mãos, porque ouço seguidamente reclamações sobre seu caráter. Muitos já tentaram ajudá-lo, fazê-lo procurar ajuda profissional, mas ele diz que não é necessário. Acredito que a iniciativa precisa partir dele, senão, mesmo que faça um tratamento, não surtirá efeito.
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Entro neste forum para procurar respostas, o meu companheiro é um mentiroso compulsivo, inventa histórias, acredita nelas e faz o relato da "situação ". Quando conta uma coisa nova, duvido, só acredito quando ouço a confirmação vinda de outro lado. Isto é uma doença de família? A mãe dele era igual, no entanto atribui a justificação à doença que surgui Alzhaimer.
O meu companheiro tem um filho com mais de 20 anos (de outro ralacionamento) qua também é um mentiroso compulsivo, o que já torna 3 gerações de mentirosos.
Agora temo pela nossa filha de 3 anos que herde essa característica.
Alguém pode dar-me uma opinião?
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Sou mentirosa compulsiva desde que me conheço por gente, na infancia foram amigos imaginários, um pai imaginário, totalmente diferente do que eu tinha, que eu contava pra todas as minhas amigas, depois, a medida que fui crescendo, as mentiras me acompanharam , namorados que só existiram na minha imaginação, juizes, rapazes perfeitos....
Meu primeiro namorado, meu primeiro amor, menti muito pra ele, não deu certo, menti tanto pra ele, mais tanto, que ele não aguentou, ele gostava de mim, mais foram tantas mentiras que sufocou e acabou o amor.
Na vida adulta continuou as mentiras, no trabalho, mentia sobre tudo e para todos, o triste, o deprimente é que eu achava que as pessoas acreditavam no que eu falava, só eu achava isso, todos percebieam, todos percebem, eu acho que estou arrasando, que ninguém percebe, mais todos percebem menos eu.
Se. outros como eu, desejarem entrar em contato comigo, quem sabe juntos, falando de nossas dores e problemas causados pelas mentiras, conseguimos nos ajudar mutuamente? ecildafreitas@yahoo.com.br
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